6 ANOS DE CACHINHOS DOURADOS
E de repente ela fica banguela e aquela janela abre pra mim uma certeza quase desconcertante: ela cresceu! Uma simples janelinha, aos 6 anos de vida, vai dando espaço para um mundo novo nascer junto com o dente. Aquele bebê, que um dia também me surpreendeu com seus fios de cabelos tricolores – deixando as enfermeiras da maternidade questionando-se se havia salão de beleza no céu – agora me surpreende com seu jeito crescido, com seu sabor agridoce de menina-moleca… E vai abrindo janelas em mim também, ensolarando meu coração (sempre aflito de mãe), quando me surpreende (e encanta!) dizendo que foi o Monteiro Lobato quem criou o rinoceronte chamado Quindim, no Sítio do Pica-pau Amarelo; que nossas lágrimas são salgadas, talvez, porque bebemos água e usamos sal pra fazer comida; que os bebês lontras aprendem a nadar só porque suas mães sabem a hora certa de dar um mergulho e deixá-los sozinhos; que está em dúvida se quer ser bióloga marinha ou bióloga jurássica quando crescer… V...